Quero o maior e mais lindo paraíso
O desejo, a ilusão, a falta de juízo
O frio na barriga à beira do precipício ...
A sençasão de viver num eterno solstício
Quero entrar na criação, no processo
Na arte de recriar o próprio universo
Obsesso, indiscreto, quase sempre inacesso,
Mas confeço, até para mim já foi indigesto
Quero a música, o rítimo, a melodia
A febre do som, as notas, a sincopa
A vida cantada em pura folia
Até meu cérebro entrar em disritmia!
Não me acorde não! não MEU acorde!
Apenas me toque, me toque...
Em outra sintonia,
Sinfonia de morte,
que aos poucos me contagia...