segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Alguém pode me ouvir?
Você não consegue ouvir minha voz, mesmo estando aqui, para você tanto faz... talvez se eu pudesse dormir eu me sentisse melhor, talvez se eu pudesse desistir, tudo ficaria para trás... Eu dizia sempre o que você queria, como aquele "eu te amo", mas o amor é um jogo para você, mas você nega! Talvez se eu pudesse desaparecer eu poderia voltar a respirar.
Beijo após beijo foram perdendo o seu gosto, na língua o ferro e a distância no rosto. E se você quisesse poderia até mesmo me pedir para partir. São minhas roupas pelo chão e sua indiferença nos retratos, são lágrimas me afogando, é a sua revanche de fato. Se você realmente quisesse pediria para eu partir. São quinze passos até a sua porta da frente, são duas toneladas de amor descontente e imagino se você poderia me ouvir sussurrar que o amo...
Mas você não pode me ouvir, disse que meus medos gritam mais alto. E eu não posso acreditar, meus sentimentos são mudos?
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Há casos e acasos
Quanto mais eu leio, menos me preocupo com amores... Hoje alguém me perguntou se eu estava apaixonado "seus olhos estão brilhando tanto...", respondi que não, mas chegando em casa, olhei para o livro aberto em minha cama e concluí, "estou tendo um caso literário!".
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Crisálida de vidro
Assisto pasmo e de boca aberta
O espetáculo que vem da floresta
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar
Deixa-me dançar com os vaga-lumes”
Posso vê-los refletidos sobre o lago
Luz movendo-se com o vento
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar,
Deixa-me brilhar sem medo”
O vento canta enquanto sopra
Junto ao coral de folhas secas
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar
Deixa-me cantar estas letras”
Observo absorto dentro de minha cela
A dança das luzes, o balé de pétalas
“Deixa-me eclodir, deixa-me partir
Deixa-me juntar aos vaga-lumes”
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Retórica!
Ah, minha língua ferina
Afiada no fio da navalha
Feita de aço e calor da mente
Cortando deveras com suas palavras
O coração e alma de muitos valentes
Será vão dizer que sou eu o culpado
Por eu ter as armas que tu não tens
Se não lhe agrada pesado fardo
Não me crie caso, boato ou poréns
Tenho destreza e boa memória
Então cale-se agora para o seu bem
Outrora algum velho sábio já disse
O quão mentirosos são os poetas
Concordo em partes, o resto é tolice
Se o lirismo torna verdade em mentira
Sou tão mentiroso quanto um profeta!
E ao escrever estes versos livres
Senti-me diante de enfadonho diálogo
Contenha suas queixas, assuma suas crises
Antes que alguém (e este alguém não sou eu)
Acabe por lhe mandar "ir ao diabo"
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Vitória
Me observe despencar
Pule e tente me salvar
Me ignore se puder
Me provoque
O que quiser
Tente não me desejar
Eu quero afundar
E ouvir ecoar meus gritos
Não me analise
Cataclismo em queda livre
Sorria e tente me deter
Chore e lembre-se
Eu quero afundar
E ouvir ecoar meus gritos
Eu quero chegar no fundo do precipício
EU QUERO AFUNDAR
EU QUERO
EU
...
desisto.
Promiscuidade desmistificada
Eu sou promíscuo porque sou viado,
sou promíscuo porque dou o rabo,
eu sou promíscuo porque sou sadomasoquista,
sou promiscuo porque isso me excita,
eu sou promiscua porque sou ninfomaníaca,
sou promíscua porque me chamam de galinha,
eu sou promíscuo porque gosto de suruba,
sou promíscuo porque saio com prostitutas,
eu sou promíscuo porque gosto de uns tapas,
sou promíscuo porque gosto de safadas,
eu sou promíscuo porque transo com bonecas,
sou promíscuo porque de primeira abro as pernas,
eu sou promíscua porque uso vibrador,
sou promiscua porque nao gosto de fazer amor,
eu sou promíscua porque compro camisinhas,
sou promíscua porque ao mesmo tempo compro pílula,
eu sou promíscuo porque gosto de fetiches,
sou promíscuo porque comi minha porra num sanduíche,
eu sou promíscuo porque gosto de transar em local público,
eu sou promíscuo porque gosto de sexo sujo,
eu sou promíscuo porque sou bissexual,
sou promíscuo porque gosto de buceta e pau,
eu sou promíscuo porque gosto de chocolate,
sou promíscuo porque gosto naquela parte,
sou promíscuo porque gosto de homem de calcinha,
sou promíscuo porque uso roupa de oncinha,
Sou promíscua porque trepo com minha prima,
sou promíscua porque sou da família,
eu sou promíscua porque me masturbo,
sou promíscua para todo o mundo.
eu sou promíscuo porque trepo por dinheiro,
sou promíscuo o dia inteiro,
eu sou promíscuo porque saio com travestis,
sou promíscuo porque gosto e não estou nem aí,
eu sou promíscuo porque gosto de ménage,
de sacanagem, de viadagem...
sou promíscuo porque assim decidiu esta maldita sociedade.
Se ser promíscuo é viver a sua própria normalidade
Eu sou promíscuo porque trepo com a razão
e faço amor com a Liberdade
![]() |
| (Foto de Claudia Rogge, EverAfter Paradise IV) |
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Claustrofobia
Observando minhas meias,
Tento me lembrar de esquecer,
Me levanto sobre as mesmas,
Querem me levar até você.
De frente para a porta,
Maçaneta pronta para abrir.
Na rua, pelas calçadas.
Eu vejo as cores colorir.
As curvas seguem tortas,
Sombras a se despedir.
Caminhando devagar,
Vejo o vazio que me reflete...
Quando não se consegue mais desvencilhar ou evitar
Do teu corpo, dos teus braços, tudo de pernas para o ar.
Talvez eu esteja apenas ilusionando cenas
Só pra não aceitar a solidão
Mas já estou aqui fora
E se eu não te encontrar agora?
Eu espero...
Me levanto sobre as mesmas,
Querem me levar até você.
De frente para a porta,
Maçaneta pronta para abrir.
Na rua, pelas calçadas.
Eu vejo as cores colorir.
As curvas seguem tortas,
Sombras a se despedir.
Caminhando devagar,
Vejo o vazio que me reflete...
Quando não se consegue mais desvencilhar ou evitar
Do teu corpo, dos teus braços, tudo de pernas para o ar.
Talvez eu esteja apenas ilusionando cenas
Só pra não aceitar a solidão
Mas já estou aqui fora
E se eu não te encontrar agora?
Eu espero...
Amizade
Obrigado por ficar aqui
tive medo de ver você partir
demorei tanto para te encontrar
Seu sorriso me desconcerta
e eu tenho tanto para te falar
mas as palavras pouco podem significar
E eu ficarei perdido em nossas poesias
felicidade como há muito não sentia
Por favor não vá ainda
quero te mostrar o meu amor
juntos dançaremos sobre pedras
observaremos por mil janelas
E nós pintaremos todas as estrelas
feito as flores que plantamos na primavera
E criaremos um milhão de asas!
Fecho os olhos e estamos voando
tocando nossa própria alma
Mas se eu cair ou despencar,
Eu sei, você abrirá
um milhão de asas para me salvar
Reincidente: o tempo que se repete
O tempo passa...
passa...
e no fim
o passado continua passando
mas algumas coisas ficam,
são passadas mas ficam
arraigadas n'alma
feito uma eterna reprise
de um belo filme com final duvidoso
que seria melhor esquecer,
Deixar e viver...
mas continua passando,
de novo e de novo...
passa...
e no fim
o passado continua passando
mas algumas coisas ficam,
são passadas mas ficam
arraigadas n'alma
feito uma eterna reprise
de um belo filme com final duvidoso
que seria melhor esquecer,
Deixar e viver...
mas continua passando,
de novo e de novo...
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Anóia
Ainda pergunta-te
Quem sussurra em tua mente?
Tolo! Carcaça! Homem "prudente"!
Sou eu quem sussurra!
A essência da tua loucura,
sou aquele momento de realidade turva,
sou a causa da tua euforia - surta!
Acompanho-te a cada dia,
cada noite, cada instante.
Tu não podes me apedrejar
e me deixar para sangrar
querido Dante.
Estarei cada vez mais próximo
a cada passo teu adiante.
Verás que não sou amigo,
sou amante!
Arraigado em teus sonhos e desejos,
acordado ou adormecido,
jamais lhe negarei um beijo.
Ama-me feito divindade,
desfrute de minha insanidade.
Deleite-se, enlouqueça-te, inebrie tua psique!
Violente a tua racionalidade,
transforma-me numa musa,
recria-me feito arte.
Me toque sem pudor,
me corte, me reconstrua,
faça-o com ódio ou com amor.
Mas faça!
Me possua!
Qualquer cova profunda
para mim ainda será rasa,
posso cegá-lo, distorcê-lo
ou até mesmo dar-te asas!
Não me subestimes,
sou eu o caçador e tu és carcaça!
Se me enjaulares
tornar-me-ei em teus demônios,
se me libertas
serei teu sonho,
aquele que nunca acaba...
Profano,
maldito,
sacro,
anjo,
praga!
Chama-me como quiseres,
finja que me manipula,
mas és tu a marionete
E meu veneno tua cura.
Eu sou perpétuo,
Minha imagem é teu reflexo!
Não me há fim, não me há mundo,
tua mente é meu lar
até teus olhos vidrarem escuros,
até teu corpo inerte não provocar mais sussurros,
até teu sangue enregelado enegrescer coagulado,
Até tua alma desaparecer
junto aos teus líquidos e fluídos
Aí verás o quão sublime,
o quão acolhedor
foi meu abraço em teu torpor!
E entenderás que de tão belo
Causo deslumbre afora o espanto
Além do prazer,
que muitos negam,
que proporciono a qualquer humano!
Tolos orgulhosos
renegam meu trono...
Meros cadáveres verminosos
putrefando sem sonhos!
Então tu
degusta-me por inteiro
faça fama em meu seio,
dê-me vida - devaneio,
torna-me teu ornamento...
Juntemo-nos em tua mente
Criemos imagens e insensatos versos...
Até que passe ao contrário o tempo
e os homens descubram nos céus o próprio inferno.
Quem sussurra em tua mente?
Tolo! Carcaça! Homem "prudente"!
Sou eu quem sussurra!
A essência da tua loucura,
sou aquele momento de realidade turva,
sou a causa da tua euforia - surta!
Acompanho-te a cada dia,
cada noite, cada instante.
Tu não podes me apedrejar
e me deixar para sangrar
querido Dante.
Estarei cada vez mais próximo
a cada passo teu adiante.
Verás que não sou amigo,
sou amante!
Arraigado em teus sonhos e desejos,
acordado ou adormecido,
jamais lhe negarei um beijo.
Ama-me feito divindade,
desfrute de minha insanidade.
Deleite-se, enlouqueça-te, inebrie tua psique!
Violente a tua racionalidade,
transforma-me numa musa,
recria-me feito arte.
Me toque sem pudor,
me corte, me reconstrua,
faça-o com ódio ou com amor.
Mas faça!
Me possua!
Qualquer cova profunda
para mim ainda será rasa,
posso cegá-lo, distorcê-lo
ou até mesmo dar-te asas!
Não me subestimes,
sou eu o caçador e tu és carcaça!
Se me enjaulares
tornar-me-ei em teus demônios,
se me libertas
serei teu sonho,
aquele que nunca acaba...
Profano,
maldito,
sacro,
anjo,
praga!
Chama-me como quiseres,
finja que me manipula,
mas és tu a marionete
E meu veneno tua cura.
Eu sou perpétuo,
Minha imagem é teu reflexo!
Não me há fim, não me há mundo,
tua mente é meu lar
até teus olhos vidrarem escuros,
até teu corpo inerte não provocar mais sussurros,
até teu sangue enregelado enegrescer coagulado,
Até tua alma desaparecer
junto aos teus líquidos e fluídos
Aí verás o quão sublime,
o quão acolhedor
foi meu abraço em teu torpor!
E entenderás que de tão belo
Causo deslumbre afora o espanto
Além do prazer,
que muitos negam,
que proporciono a qualquer humano!
Tolos orgulhosos
renegam meu trono...
Meros cadáveres verminosos
putrefando sem sonhos!
Então tu
degusta-me por inteiro
faça fama em meu seio,
dê-me vida - devaneio,
torna-me teu ornamento...
Juntemo-nos em tua mente
Criemos imagens e insensatos versos...
Até que passe ao contrário o tempo
e os homens descubram nos céus o próprio inferno.
![]() |
| Cena do Filme Melancolia de Lars Von Trier. |
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Monólogo
AMOR... AMor... amor...
já foi um grito, um berro, um rugido
Hoje é apenas um eco...
as vezes alto,
as vezes abafado
ressoando até silenciar
Enquanto outras coisas começam a inflar...
gradativamente...
Um vazio no peito,
algumas lembranças espalhadas
banhadas de algumas lágrimas...
lágrimas... o sentimento destas é confuso,
Uma mistura de raiva, desejo, saudade,
vontade, nostalgia e orgulho...
Menos tristeza, talvez um pouco de solidão,
Tristeza não...
O vazio é cheio destas coisas
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
OROBOROS
Queima, queima, queima
Arde em brasa, chama viva
Labaredas, línguas de fogo
A lamber minhas pernas
Incinera, carboniza, consome
Aquece a fogueira que crepita
Nesse farfalhar sonoro.
Derreta a carne, descole os ossos
Transforme em pó os meus destroços
Sufoque-me, asfixie
Tire-me o ar para que eu não respire!
Intoxique-me, alimente-se
do meu corpo em chama ardente.
E no fim após saciar-se,
Pira apagada, poeira espalhada.
Então eis que sinto o que já não sentia
Assim como a fênix
Das cinzas eu renascia!Senhorita Funesta
Posso sentir suas súplicas,
Posso ouvi-la murmurar,
Num réquiem de mariposas
Voando em círculos pelo ar
Posso sentir nas brumas
Seu hálito cálido congelar
Seu cabelo cor de púrpura
Cobre meu quarto de sombras
Posso ver seus olhos estrelares
Brilhando fosco no céu
crepuscular
Seus lábios beijão minha face
Junto à brisa que vem do mar
Posso sentir sua aura
Pele branca e fria – Angélica
Em meio às rosas, inanimada
Inerte fotografia sob o luar
Eu a quero quente, viva
Posso apenas desejar...
Oh! Bela jovem egoísta
Deixou-me só para morrer sem par
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Natal
Enquanto isto, na tenda da cartomante:
- Puxe uma carta, criança selvagem. Vamos lá!
"...criança selvagem. Vamos lá!" Estas palavras ecoavam pela tenda num murmurio agourento e suplicante. Últimas palavras daquela bruxa. A inquisição já estava a caminho e a criança jazia morta, espectro das portas do submundo em busca do paraíso. Hesitante, a criança aproximava seus dedos miúdos do que seria seu destino, todo ele, a apenas uma carta de distância. Lá fora, cavalos trôpegos e relinchantes aproximavam-se enquanto as sombras dissipavam-se no amanhecer sombrio que espreitava as colinas.
E ao longe sorriam Herodes, Hitler, Deus e o diabo, tinham todos em suas mãos o sangue de bilhões de crianças selvagens, negras, judias, pobres e indígenas.
![]() |
| Tarot promocional do álbum Holy Wood por Marilyn Manson. |
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
YAHWEH
Eu sou,
Assim,
Sendo!
Eu sou o universo
Eu sou o ser e sou o verbo!
Eu existo na ausência
E sou ausente na existência!
Sou o pior pesadelo
E dos sonhos o mais belo!
Sou o bem mais solene,
Sou o mal que todos temem!
Sou uma criação mundana,
Sou o criador da raça humana!
Sem eles não existo,
Com eles resisto!
Sou perverso, sanguinário,
Eu destruo! Eu Descarto!
Sou a graça e a bondade,
Eu sou a paz e a caridade!
Sou poderoso e concreto,
Sou fraco, sou incerto...
Não sou nada e sou em dobro!
Sou puro, pecaminoso.
Eu sou,
Assim,
Sendo!
Eu sou celeste,
Eu sou terreno!
Eu sou o certo e o errado!
Eu sou profano,
Eu sou sagrado!
E na eterna busca por minha verdade
Das duas uma,
Ou morrerá procurando
Ou viverá na insanidade!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Opostos
Tão distantes
E tão próximos
Reféns da dualidade
Idênticos
Porém opostos
Exemplos de dispares
Unidos pelo imperfeito
Criaram tão belo efeito
Complexos complementos
Conectando-se por inteiro
Satisfação e adversidades
Ainda que se percam
Pela imensidão dos pares
Um dia se uniram
E um do outro fizeram parte
Trocando experiências,
Particularidades.
Venerando a essência
Do que é Liberdade!
Quinta -feira
Vento sopra
Chove chuva
Vento sopra
Chove chuva
Vento sopra
Sobre a chuva
Sopra longe
Sem parar
Sussurra eco
Trovoada
Sussurra eco
Trovoada
Sussurra eco
Sobre a água
sussurra forte
até o mar
Pingos, gotas
E orvalho
Pingos, gotas
E orvalho
Pinga gotas
Do carvalho
No ninho
Do pica-pau
Raio de luz
Calmaria
Raio de luz
Calmaria
Raio de luz
E alegria
Depois da chuva
No quintal...
São João
Estrela no céu
Brilha e reluz
Na torre da igreja
Bem alto uma cruz
Na praça tem dança
Pipoca e violão
Tem padre correndo
Querendo quentão
Bandeirolas e cadeia
Paçoca e canjica
Calçola vermelha
Da dona Tunica
Tem noiva, tem noivo
Tem até delegado
Casório e quadrilha
Marionete e teatro
Criançada brincando
Esconde-esconde, balão
Alegria inocente
aquecendo o coração
É festa e dança
É fogueira no chão
Adulto ou criança
É em junho, é junho!
São João! São João!
Último Beijo
Meus primeiros passos
Minha primeira briga
Amigos e namorados
Toda minha família
Então surge branca e nua
Com olhos em chama viva
Asas de penugem escura
E um sorriso de alegria
Esta dentro de nós
Dos pés aos fios de cabelo
Acreditem ou não
Viver é só questão de tempo
E não fazia ideia...
Cinzas e pó
Voa junto ao vento
Transbordando compaixão
A morte vem me dar teu último beijo
E não fazia ideia,
De como a morte poderia ser tão bela!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Incônscio
Por trás dos
nossos olhos
Cristais
reluzem, brilham
Multicoloridos
feito sonhos
Pulsam
sonoros, vivos
Crescendo estalactites
pontiagudas
Descem como
corais esponjosos
Cintilantes
ainda que no escuro
Feito musgo
escorrem por nossos ossos
Monocromaticamente
coloridos
São como
anêmonas bailarinas
Dançando ao
som de golfinhos
Eclodem em
pequenas explosões
Erupções de
lava incandescente
Criando
cavernas e tremores
Alimentando a
vida em nossas mentes
Arrastam-se
metálicas por rachaduras
São fios
dourados esparramados como veios
Coração
cravejado de rubis e diamantes
Sobe pela
garganta com gosto de ferro seco
Transparente,
luminescente
Estilhaços
espalhados pelos pulmões
Sob centenas
de milhares de vulcões
Cercados de
cardumes de estrelas
Submersas,
constelações inteiras
Cristalizam
nas línguas e lábios
Novas idéias,
novos significados
E devagar
surgem pequenas raízes
Amadeiradas,
tem cheiro de sonhos, de lírios
Semeados por
toda a nossa mente
Brotam
cristais multicoloridos
Pontiagudas
agora são estalagmites
Iluminando
sonhos já esquecidos
É uma
partícula inorgânica
Como uma
pérola no oceano
Um grão de
ouro na areia
Perdido por
engano
É uma
partícula tão pequena
Perdida no
oceano
É uma partícula
virulenta
Que alimenta
o insano
Apenas uma noite
Quando
adormeci acordei em um sonho
Tão profundo
quanto meus velhos ossos
Havia um céu
dourado e estrelas púrpuras
Que
iluminavam todos meus demônios
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
Então sorri e
cumprimentei de longe
Jamais
imaginei tão belo momento
Minhas
criações, entranhas e maledicências
Em cerimônia
para o meu enterro
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
E a única
solução era abrir meus braços
Sentir o
penetrar frio das laminas de aço
Deixar
aproximar ainda mais nossos laços
Sentir-me
vazio, entorpecido, fraco
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
Então eu ouvi
a voz de mil trovões
Milhões de
flechas de todas as direções
Havia algumas
sombras que tinham asas
E havia
outras que se arrastavam
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
Meu receio, meu ódio, meu medo
Sufoquem-me até acordar!
Sufoquem-me até acordar!
Cerimonial
Em meio à escuridão
Acorrentado,
Preso
Encontrei
Um
milhão de cópias
Diferentes
chaves,
Nenhuma
porta
Enfim.
Segredos
violados
Segredos
macabros
Suas
mãos
Ofereceram
Seus
medonhos
Cinco
dedos
Aranha
esquelética
Na
minha direção
Sinto
o cheiro
Carnificina
Olhos
amarelos
Ave
de rapina
Isto
não parece poesia
Não
parece poesia
Doença
Mortal,
Não
há cura
Pesadelo,
Por
favor, me acorde
Não
quero mais
Hibernar,
Na
realidade
Sintir
o frio,
Estar
sozinha
Cospem
na face,
Na
minha
Isto
não parece poesia
Não
parece poesia
E
eu não posso...
Não
posso,
Nunca
poderei...
Acordar,
Da
vida real,
Da
dualidade
Neste
momento,
Desejo
ter-me todo
Por
inteiro
Você me fez querer
sofrer pela ultima vez
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Perdão
O que aconteceria
Se eu me jogasse no chão
Eu me redimiria?
Se eu quisesse pular de um penhasco
Ver meu sangue gotejar pelo ralo
Eu me redimiria?
Se eu próprio cortasse minhas asas
E sorrisse da minha própria desgraça
Eu me redimiria?
Se eu desejasse me enfrentar
Açoitar-me bem devagar
Eu me redimiria?
Se eu quisesse queimar meu corpo inteiro
E da fumaça me agradasse o cheiro
Responda-me você ai do outro lado
Reflexo do espelho
Responda-me Narciso,
Meu velho companheiro
Eu me redimiria?
Plumas e uma dose de tequila
Bum,
bum, bum,
Fez meu coração
O amor me bateu de novo
Vai,
vai, vai,
Vai embora leve
Suave em pleno voo
Volta, volta, volta,
Olhos alegres
Cantando um sorriso bobo
Tic-tac-toc
A hora não passa
Só lembro teu rosto
Vem,
vem, vem,
Batendo as asas
Me tirar o fôlego
Mas não veio
Pois meu céu é nublado
Olhou do alto e voou pra outro
Voa,
voa,
voa,
Menino de asas
Anjo volte de novo
Tic-tac-toc
A hora não passa
Só desejo teu gosto
Humano!
Sim!
Nós somos homens,
Nós somos bestas,
Dez mil dentes temos em cada cabeça!
Cuspimos fogo de nossas armas
Alguns por terra,
Outros tem asas.
Comportamento humano cego,
Superioridade humana, ego.
Velhos, mulheres e crianças!
Juntem-se a nós
Ou pereçam sob nossa vingança!
Do pó viemos ao pó voltaremos!
Então tudo o que nos cerca
Destruiremos!
Deuses astronautas,
Demônios da galaxia
Anjos caídos
Criadores de castas.
Disseminadores da fome
E causadores do sofrimento.
Vendemos o antidoto,
Espalhamos veneno!
Não temos coração,
Nem temos alma,
Assolamos o mundo,
Abominamos a calma.
Temos apenas desejo!
De morte e ganância.
Perpetuamos o medo
Por gigantescas distâncias.
Sim!
Nós somos homens,
Nós somos bestas,
Dez mil dentes temos em cada cabeça!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
...
Agonia,
Tão bela sereia que em mim habita,
nadando profunda em minha vida.
Constante amante, melhor amiga...
Absorvendo minhas forças,
reabrindo minhas feridas!
Ato constante, sentimento mutante.
E agora,
Melancolia...
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