segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Alguém pode me ouvir?
Você não consegue ouvir minha voz, mesmo estando aqui, para você tanto faz... talvez se eu pudesse dormir eu me sentisse melhor, talvez se eu pudesse desistir, tudo ficaria para trás... Eu dizia sempre o que você queria, como aquele "eu te amo", mas o amor é um jogo para você, mas você nega! Talvez se eu pudesse desaparecer eu poderia voltar a respirar.
Beijo após beijo foram perdendo o seu gosto, na língua o ferro e a distância no rosto. E se você quisesse poderia até mesmo me pedir para partir. São minhas roupas pelo chão e sua indiferença nos retratos, são lágrimas me afogando, é a sua revanche de fato. Se você realmente quisesse pediria para eu partir. São quinze passos até a sua porta da frente, são duas toneladas de amor descontente e imagino se você poderia me ouvir sussurrar que o amo...
Mas você não pode me ouvir, disse que meus medos gritam mais alto. E eu não posso acreditar, meus sentimentos são mudos?
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Há casos e acasos
Quanto mais eu leio, menos me preocupo com amores... Hoje alguém me perguntou se eu estava apaixonado "seus olhos estão brilhando tanto...", respondi que não, mas chegando em casa, olhei para o livro aberto em minha cama e concluí, "estou tendo um caso literário!".
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Crisálida de vidro
Assisto pasmo e de boca aberta
O espetáculo que vem da floresta
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar
Deixa-me dançar com os vaga-lumes”
Posso vê-los refletidos sobre o lago
Luz movendo-se com o vento
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar,
Deixa-me brilhar sem medo”
O vento canta enquanto sopra
Junto ao coral de folhas secas
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar
Deixa-me cantar estas letras”
Observo absorto dentro de minha cela
A dança das luzes, o balé de pétalas
“Deixa-me eclodir, deixa-me partir
Deixa-me juntar aos vaga-lumes”
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Retórica!
Ah, minha língua ferina
Afiada no fio da navalha
Feita de aço e calor da mente
Cortando deveras com suas palavras
O coração e alma de muitos valentes
Será vão dizer que sou eu o culpado
Por eu ter as armas que tu não tens
Se não lhe agrada pesado fardo
Não me crie caso, boato ou poréns
Tenho destreza e boa memória
Então cale-se agora para o seu bem
Outrora algum velho sábio já disse
O quão mentirosos são os poetas
Concordo em partes, o resto é tolice
Se o lirismo torna verdade em mentira
Sou tão mentiroso quanto um profeta!
E ao escrever estes versos livres
Senti-me diante de enfadonho diálogo
Contenha suas queixas, assuma suas crises
Antes que alguém (e este alguém não sou eu)
Acabe por lhe mandar "ir ao diabo"
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