quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aleivosia [Traição]



Não podemos mais ignorar
Sabemos de quem é a culpa
Velhas ilusões
Silênciosas canções

Éramos humanos, mundanos
Crianças sem planos
Obra-prima imperfeita
Por motivos insanos

Sacrificados pelo desejo
Mas sou eu quem paga o preço
Cortando meu coração
Sangrando em minhas mãos

Éramos vivos, despertos
De braços abertos
Ao tudo e ao nada
Até que um dia acaba

Misericórdia de mim
E palavras ao vento
Amor violento
Amor violento

Seguindo aos confins
Perdido no tempo
Amor violento
Amor violento

E aquele foi nosso ultimo beijo...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Carnificina Metálica



Nós somos os donos da terra
Nós somos os donos do mundo
Mas já chegamos tão fundo
Que, ahh...

Holocausto! Exorcismo!

Nos chamamos donos da terra
Nós temos poderes sobre ela
Mas com essa repentina confusão
Será preciso uma represália

Algumas vezes um tirano mandando
E outras vezes continuamos marchando
Quem escapar do nosso exercito
O inevitável estará evitando

Chuva! De fogo!
Vindos na nossa direção
Cheios de graça, promessas, e ilusão
E acreditamos nas palavras daqueles que nunca sujam as mãos
Chuva! De novo...
Porque apenas nós todos?

Nós somos os donos da terra
Nós somos os donos do mundo
Mas já chegamos tão fundo
Que só restaram as migalhas!

Nós oferecemos nossos corpos a buracos
Somos os prisioneiros dos nossos atos
Amamos sangue, que pelo caminho ficam em poças
Amamos todas as verdades, quando é a nossa própria

Retaliação, Carnificina
Terrorismo, Possessão demoniaca!

Nós somos os donos da terra
Nós demos a volta no mundo
Mas já chegamos tão fundo
Que não importa mais...

E quem sabe um dia vamos acabar nos preocupando
Serão nossos filhos os próximos nesses campos?
A ignorância que cresce profunda continua ganhando!
Uma guerra mórbida, lutada o tempo todo em vão

Humanos!
Vocês são a besta, a fera
Com suas muitas cabeças
E seus braços cruzados assitindo
Enquanto o mundo se esfarela!

Nós somos os donos da terra
Nós somos os donos do mundo
Mas já chegamos tão fundo
Que só podemos continuar caminhando...

Então continuaremos marchando...
Eles estão marchando...
Então marche!
Marche!
Marche!

Nébula



Querida, querida...
Apenas me permiti outra saída
Afastei-me de seus espinhos e pregos
Feliz por deixar de ser tão cego

Querida, querida...
Não se preocupe com minha partida
Pois nem o para sempre é eterno,
E nem todo o fim termina...

Confusa e nebulosa
Maldita sina que herdei
Caçadora voraz que me devora
Desejo masoquista que criei

Sim, talvez o tempo esteja aberto.
Talvez o errado seja o certo.
Enquanto almas queimam no  seu paraíso
Belas flores nascem no meu inferno...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Casulo



Velhos sussurros a me atormentar
Em noites eternas e sem estrelas
Posso ouvi-los sim, posso ouvi-los rir 
Chamando meus demônios para brincar

Enquanto envelheço minha carne apodrece
O tempo passa mas não retrocede
Gosto de manter abertas minhas feridas
Sem medo de ser uma decisão egoista

E eu fui um tolo e um cego incapaz
Não consigo deixar o que passou para trás
Já não sei porquê ainda sinto arder
Todo esse medo e essa vontade de pular

Eu me cansei de abrir todas essas portas
Esta noite colocarei fogo nesse labirinto sem volta
Gosto da sensação das chamas
O calor aquecendo minha pele morta

Então volto a alimentar minha solidão
Mergulhando na escuridão
É como uma fagulha de esperança ainda viva
Tremeluzindo enquanto é engolida...

É difícil respirar
Quando a vida foge das suas mãos
É difícil gritar
Quando se esta enterrado bem fundo no chão