quinta-feira, 13 de março de 2014

[Des]contento


Me fragmento
Me despedaço
Me transtorno
Em colapso
Sou energia
Carga elétrica
Sou força bruta
Controversa
Me descontento
Com o compasso
Me entedio
Muito fácil
Sonho acordado
Agonizante
Desesperado
A todo instante
E eu quero agora!
Eu quero, oras...
Quero perder o controle,
E eu quero tanto
Que nem sei o quanto
Poderia valer o jogo



Alice e o mundo do Faz De Conta...


Corre entre os montes
Voa entre as nuvens
Canta junto aos grilos
Dança junto às ondas

Tem seu próprio sol vermelho
Tem suas árvores de estimação
Tem sapatos de cogumelos
Tem amor e um grande coração

Usa capa e leva uma cesta
Conversa muito com borboletas
Já foi grande e muito pequena
Já gritou "cortem a cabeça!"

Na estrada de tijolos amarelos
Enfrentou leões e espantalhos
Derrotou a bruxa do leste
E agora cria um macaco alado

Garota tão ingênua
Destemida, desbocada
Leva o mundo na conversa
E cria outros de palavras

Onde estão seus parafusos?
Onde estão seus parafusos?

Trocou por feijõezinhos
E uma maçã mal encarada
Agora dorme um sono leve
Profundamente exausta

Pelo chão, coelhos brancos
E bonecos de madeira
Um guarda-roupa sem fundo
Xícaras e chaleiras

Quem é este que sussurra?
Quem é este que sussurra?

É apenas uma lagarta...
Enquanto na porta há um chapeleiro
Na janela uma coruja

Que no bico traz uma carta...