terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Adormecer
Acho que vou indo
Ter com meus abismos
Meus precipícios mais profundos
Na vastidão de minha mente...
Acho que vou indo
Ter com meus conflitos
Em meus sonhos mais imundos
Tão bisonhos e convincentes...
Acho que vou indo
Procurar por um abrigo
Que abrigue meus infortúnios
Aqueles que afagam e aquecem
Acho que vou indo
Ter com meus demônios
No mundo dos meus sonhos
Dar a eles o que merecem
Acho que vou indo
Na areia... pela beira...
Distante o bastante da realidade
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Epifania
Quando pulei
Tinha certeza
O vento soprava
Na direção da beira
Fui levado pela água,
Nadei contra a correnteza!
O vento gemia misericórdia
Sussurros do além
O mar delirava furioso
Engolindo-me em ondas, num vai e vem
Não haviam mais bolhas
Apenas o presságio do fim
E ondas me levando embora
Para longe e mais perto de mim
A calmaria acabou
Acalmaria se afogou
Os cavalos marinhos estão vindo
Galopando na minha direção
Então eu me debato
Perco meus sapatos
Não posso fugir
Não sou nem humano
E eles são cavalos!
Vivia me escondendo
Esconderijo no armário
As vezes nem me lembro
Como vim parar aqui embaixo
A tempestade começou
A tempestade me devorou
Os cavalos marinhos estão chegando
Posso vê-los armando uma emboscada!
E eu,
Embaixo d’agua,
Não posso mais flutuar.
E algumas vezes,
Mesmo cego,
Posso vê-los se aproximarem...
De novo
Quando afundei
Desci depressa
Enquanto a corrente me acariciava...
Quando acordei
Era um mundo às avessas
Cercado por todos os lados de pura água...
O mar saiu vencedor
O mar mudou de cor
Posso sentir os cavalos marinhos
Arrastando-me bem fundo no oceano...
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