terça-feira, 27 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Opostos
Tão distantes
E tão próximos
Reféns da dualidade
Idênticos
Porém opostos
Exemplos de dispares
Unidos pelo imperfeito
Criaram tão belo efeito
Complexos complementos
Conectando-se por inteiro
Satisfação e adversidades
Ainda que se percam
Pela imensidão dos pares
Um dia se uniram
E um do outro fizeram parte
Trocando experiências,
Particularidades.
Venerando a essência
Do que é Liberdade!
Quinta -feira
Vento sopra
Chove chuva
Vento sopra
Chove chuva
Vento sopra
Sobre a chuva
Sopra longe
Sem parar
Sussurra eco
Trovoada
Sussurra eco
Trovoada
Sussurra eco
Sobre a água
sussurra forte
até o mar
Pingos, gotas
E orvalho
Pingos, gotas
E orvalho
Pinga gotas
Do carvalho
No ninho
Do pica-pau
Raio de luz
Calmaria
Raio de luz
Calmaria
Raio de luz
E alegria
Depois da chuva
No quintal...
São João
Estrela no céu
Brilha e reluz
Na torre da igreja
Bem alto uma cruz
Na praça tem dança
Pipoca e violão
Tem padre correndo
Querendo quentão
Bandeirolas e cadeia
Paçoca e canjica
Calçola vermelha
Da dona Tunica
Tem noiva, tem noivo
Tem até delegado
Casório e quadrilha
Marionete e teatro
Criançada brincando
Esconde-esconde, balão
Alegria inocente
aquecendo o coração
É festa e dança
É fogueira no chão
Adulto ou criança
É em junho, é junho!
São João! São João!
Último Beijo
Meus primeiros passos
Minha primeira briga
Amigos e namorados
Toda minha família
Então surge branca e nua
Com olhos em chama viva
Asas de penugem escura
E um sorriso de alegria
Esta dentro de nós
Dos pés aos fios de cabelo
Acreditem ou não
Viver é só questão de tempo
E não fazia ideia...
Cinzas e pó
Voa junto ao vento
Transbordando compaixão
A morte vem me dar teu último beijo
E não fazia ideia,
De como a morte poderia ser tão bela!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Incônscio
Por trás dos
nossos olhos
Cristais
reluzem, brilham
Multicoloridos
feito sonhos
Pulsam
sonoros, vivos
Crescendo estalactites
pontiagudas
Descem como
corais esponjosos
Cintilantes
ainda que no escuro
Feito musgo
escorrem por nossos ossos
Monocromaticamente
coloridos
São como
anêmonas bailarinas
Dançando ao
som de golfinhos
Eclodem em
pequenas explosões
Erupções de
lava incandescente
Criando
cavernas e tremores
Alimentando a
vida em nossas mentes
Arrastam-se
metálicas por rachaduras
São fios
dourados esparramados como veios
Coração
cravejado de rubis e diamantes
Sobe pela
garganta com gosto de ferro seco
Transparente,
luminescente
Estilhaços
espalhados pelos pulmões
Sob centenas
de milhares de vulcões
Cercados de
cardumes de estrelas
Submersas,
constelações inteiras
Cristalizam
nas línguas e lábios
Novas idéias,
novos significados
E devagar
surgem pequenas raízes
Amadeiradas,
tem cheiro de sonhos, de lírios
Semeados por
toda a nossa mente
Brotam
cristais multicoloridos
Pontiagudas
agora são estalagmites
Iluminando
sonhos já esquecidos
É uma
partícula inorgânica
Como uma
pérola no oceano
Um grão de
ouro na areia
Perdido por
engano
É uma
partícula tão pequena
Perdida no
oceano
É uma partícula
virulenta
Que alimenta
o insano
Apenas uma noite
Quando
adormeci acordei em um sonho
Tão profundo
quanto meus velhos ossos
Havia um céu
dourado e estrelas púrpuras
Que
iluminavam todos meus demônios
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
Então sorri e
cumprimentei de longe
Jamais
imaginei tão belo momento
Minhas
criações, entranhas e maledicências
Em cerimônia
para o meu enterro
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
E a única
solução era abrir meus braços
Sentir o
penetrar frio das laminas de aço
Deixar
aproximar ainda mais nossos laços
Sentir-me
vazio, entorpecido, fraco
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
Então eu ouvi
a voz de mil trovões
Milhões de
flechas de todas as direções
Havia algumas
sombras que tinham asas
E havia
outras que se arrastavam
Eles riam! E
eles riam! Eles riam! E eles riam!
Meu receio, meu ódio, meu medo
Sufoquem-me até acordar!
Sufoquem-me até acordar!
Cerimonial
Em meio à escuridão
Acorrentado,
Preso
Encontrei
Um
milhão de cópias
Diferentes
chaves,
Nenhuma
porta
Enfim.
Segredos
violados
Segredos
macabros
Suas
mãos
Ofereceram
Seus
medonhos
Cinco
dedos
Aranha
esquelética
Na
minha direção
Sinto
o cheiro
Carnificina
Olhos
amarelos
Ave
de rapina
Isto
não parece poesia
Não
parece poesia
Doença
Mortal,
Não
há cura
Pesadelo,
Por
favor, me acorde
Não
quero mais
Hibernar,
Na
realidade
Sintir
o frio,
Estar
sozinha
Cospem
na face,
Na
minha
Isto
não parece poesia
Não
parece poesia
E
eu não posso...
Não
posso,
Nunca
poderei...
Acordar,
Da
vida real,
Da
dualidade
Neste
momento,
Desejo
ter-me todo
Por
inteiro
Você me fez querer
sofrer pela ultima vez
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Perdão
O que aconteceria
Se eu me jogasse no chão
Eu me redimiria?
Se eu quisesse pular de um penhasco
Ver meu sangue gotejar pelo ralo
Eu me redimiria?
Se eu próprio cortasse minhas asas
E sorrisse da minha própria desgraça
Eu me redimiria?
Se eu desejasse me enfrentar
Açoitar-me bem devagar
Eu me redimiria?
Se eu quisesse queimar meu corpo inteiro
E da fumaça me agradasse o cheiro
Responda-me você ai do outro lado
Reflexo do espelho
Responda-me Narciso,
Meu velho companheiro
Eu me redimiria?
Plumas e uma dose de tequila
Bum,
bum, bum,
Fez meu coração
O amor me bateu de novo
Vai,
vai, vai,
Vai embora leve
Suave em pleno voo
Volta, volta, volta,
Olhos alegres
Cantando um sorriso bobo
Tic-tac-toc
A hora não passa
Só lembro teu rosto
Vem,
vem, vem,
Batendo as asas
Me tirar o fôlego
Mas não veio
Pois meu céu é nublado
Olhou do alto e voou pra outro
Voa,
voa,
voa,
Menino de asas
Anjo volte de novo
Tic-tac-toc
A hora não passa
Só desejo teu gosto
Humano!
Sim!
Nós somos homens,
Nós somos bestas,
Dez mil dentes temos em cada cabeça!
Cuspimos fogo de nossas armas
Alguns por terra,
Outros tem asas.
Comportamento humano cego,
Superioridade humana, ego.
Velhos, mulheres e crianças!
Juntem-se a nós
Ou pereçam sob nossa vingança!
Do pó viemos ao pó voltaremos!
Então tudo o que nos cerca
Destruiremos!
Deuses astronautas,
Demônios da galaxia
Anjos caídos
Criadores de castas.
Disseminadores da fome
E causadores do sofrimento.
Vendemos o antidoto,
Espalhamos veneno!
Não temos coração,
Nem temos alma,
Assolamos o mundo,
Abominamos a calma.
Temos apenas desejo!
De morte e ganância.
Perpetuamos o medo
Por gigantescas distâncias.
Sim!
Nós somos homens,
Nós somos bestas,
Dez mil dentes temos em cada cabeça!
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