quarta-feira, 9 de maio de 2012

Canção de Ninar...


Observando a beleza da distância
O mistério do disfarce, do oculto
O poder de sedução do obscuro
O ritimico balé das ondas em pura ancia
Dançando eternamente sem parar...

Detida na margem do oceano
Quero entregarme por inteira
Mas continuo a observar da beira
Fascinada pela euforia do insano
Que dança em minha mente
Enquanto me afoga à cantar

De-me seus devaneios mais profundos
Deixe-me leva-los para distante
Apagar sorriso e instante
E tomaremos juntos deste cálice imundo
Cheio, já transborda de morte, nectar e agonía

Não se assuste caso sua chama se apague
Sinta-se penetrar nas sombras
Torne-se vazio e escuridão...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Antro[Auto]P[siA]ologiA



Descomplicando é que me complico
Fugindo de tudo me privo do risco
Me privo da dor, da anoesia e da solidão
Mas me privo também do amor,
Da poesia e da decisão...
Uma duvida eterna, que por minhas pernas
Se enrosca e aperta
Me incentivando a continuar sem ação
Quem sabe ela esteja certa...
Mas é essa duvida, essa pequena pergunta
Que me corta as asas
Que me deixa as traças
E sem nunca poder decifrar minhas indagações
Posso tentar voar, mas seria perigoso
Um perigo daqueles que pode matar
Não da morte que conhecemos - seria desastroso
Mas morrer por dentro
E nunca mais poder sonhar...