sexta-feira, 4 de julho de 2014
Ás vezes, mas em outras...
Algumas vezes a vida nos estendia a mão, mas em outras nos derrubava e arrastava no chão. Algumas vezes o destino nos pregava peças, mas em outras ele só queria arrancar nossas cabeças. Algumas vezes aquelas vozes sussurram melodias, mas em outras gritavam bem alto sobre ciúmes e manias. Algumas vezes éramos desumanos, mas em outras admitimos que isso era exatamente o que somos. Algumas vezes nós nos enganamos, mas em outras enganamos um ao outro...
Mas naquelas vezes em que nós nos amávamos os nós que atavamos nos sufocava. E naquelas vezes em que nos beijavamos eram repletas de paixão e ódio e um desejo que nunca nos saciava. Porém, agora, às vezes me pego pensando:
- Me sinto feliz por você estar bem, amando, crescendo... mesmo sentindo tanto sua falta.
Mas em outras simplesmente imagino, "a vida não espera e o amor... Sim, o amor! Desse só se vence se for na base da trapaça...".
Ás vezes, mas em outras...
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Príncipe Encantado ao Avesso
Meigo feito um tubarão faminto
Doce feito limões verdes
Carinhoso como um coice de cavalo
Grosseiramente fofo
Igual a mim mesmo
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Narcisista Egocêntrico
Chama-me Narciso e leva-lo-ei além Olimpo,profundo na fonte em que se afoga a vaidade nas sombras da própria existência. Bem vindo ao meu mundo, onde a beleza é uma maldição!
Quem sabe?
Outro dia eu ouvi alguém dizer no celular "Hey, o que você disse? Ninguém se importa, tanto faz..." Mas o resto ficou indecifrável com a distância. Cheguei em casa e resolvi escrever sobre isso. Então comecei, "Hey, o que você disse?" mas eu também não sabia, então resolvi parar por ali mesmo, afinal ninguém se importa, tanto faz...
Fuga
Alguém, correndo pelas sombras, deixou cair no percurso um objeto que com o impacto ecoou surdo, como um sino despencando.
Ao me aproximar pude observar o artefato, era um coração! Tinha centenas de rachaduras que brilhavam incandescentes feito lava. Concluí "Este coração foi roubado, mas no percurso tortuoso foi aos poucos dilacerado e abandonado por motivos óbvios!".
O corredor desapareceu e o seu coração, inteiro, ressoava acelerado na escuridão. Já este, abandonado, me dará muito trabalho, sempre deixam para a razão restaurar as fendas, " Onde esta o amor quando se precisa dele...".
Vá, venha, fique a ver estrelas
Todo o fim de noite brota um dia do horizonte, lugar de onde a escuridão costuma passar à fio as horas a ver os "navios" em decadência e diminutas estrelas a despencar.
Pra que chorar se já se foi, e se voltar, voltar é bom, mas algumas coisas vão pra sabe-se lá quando retornar.
E se ficar, que fique! Pois dia e noite será a mesma sombra na parede e ainda haverá milhões de estrelas decadentes à despencar!
De Repente
Ódio
Ódio
Ódio
Sufocante, sem ar
Esse é o fim eu sinto
Tempestade negra
Esta dentro de mim
Conflito!
Ódio... Ódio... Ódio...
Meu velho amigo
Eu vou estrangula-lo
Com esses cinco dedos
Esvair o rancor,
Alimentar meu vício!
Ódio e mais ódio - sórdido
Irei corroer
Desmembrar meu espírito
Enquanto você queima
Eu suplico
Deixa-me consumir
Em chamas me destruir
Agonizar sozinho
Condicional
Acho que finalmente conquistei minha alforria, desatei as amarras, me libertei das correntes.
Acho que finalmente me livrei das algemas, fugi da cadeia e posso amar livremente.
Sim, acho que finalmente!
É Feito De Quê?
A solidão é formada por um vazio denso e sólido,
O vazio é formado por solidão, volátil e fluída...
A alegria é feita de felicidade momentânea.
E a felicidade,
Ah, a felicidade...
É feita de muita alegria!
Partida
Parte de mim partiu
E a outra parte, que parta...
Só não entendo bem
Se minhas partes se foram,
partiram
Ou se apenas estão rachadas...
...
Altruísmo, ainda vou morrer disso! Mas decepção, ah... essa não pretendo sentir mais o sabor, afinal de contas a culpa não é daquele que te decepciona mas é total e completamente sua, você cria expectativas mas nunca houve promessas.
As vezes uma solidão completa e vazia é melhor do que mil pessoas completamente vazias...
Hoje eu brindo de frente para o espelho numa taça de lágrimas, "Nunca mais irei me decepcionar! Um brinde ao egoísmo amargo, sólido e solitário. Um brinde a você, reflexo no espelho, fixo na porta do MEU armário!"
O silêncio nunca foi tão sonoro e sinfônico... melodia de angústia e poder!
Bilhete:
Bom dia,
Irei me perder por alguns dias...
E quando retornar, após eu ter me achado
já não estarei mais tão perdido
E ainda tão pouco reconhecível
Que talvez você se perca ao me reencontrar
Tenha um ótimo feriado!
Orgasmos Intelectuais
Eu sou um ninfomaníaco da língua,
vivendo na suruba das palavras e histórias,
fazendo ménage com a literatura e a escrita criativa
e chupando com vontade os mamilos da imaginação!
Maldição
Eu era um fardo muito pesado, uma alma de ferro carregada em seus braços. Meus braços cercavam seu longo pescoço, minhas pernas pendiam mecânicas contra o vento fraco...
E eu era um grande fardo, fadado a ser uma alma de ferro com coração de pedra em seus braços. Quando minha respiração tornou-se mais sólida e minha carga insuportável, deitou-me cuidadosamente na beira do abismo e me empurrou aliviado.
Eu tenho um coração de pedra e uma língua que é de aço. Minha alma é feita de ferro e o abismo continua me puxando para baixo.
Mas antes de cair disse num sussurro "eu te amo", e agora fomos ambos condenados... enquanto eu cair no abismo, você, paralisado feito concreto, gritará desesperado "eu estou tão pesado... tão pesado..."
O Maior Erro
O tempo passava lento
Entre nós um sentimento
Esse foi o meu maior erro
O tempo pairava alheio
E você me partiu ao meio
Paguei o preço por me entregar sem medo
Esse foi o meu maior erro
Você domesticou a besta
Pendurou na parede minha cabeça
E minha língua entre seus seios
De seus lábios nove letras
Sussurrando "me esqueça"
Nunca teve piedade ou receio
E esse foi o meu maior erro
Mas o amor não é deste tipo de jogo
Em que você pode se aliar à qualquer um
E no final sempre haverá dois caminhos
Mas você sempre escolherá seguir sozinha
Alegremente pela estrada mais sombria
Porque você é cruel e impetuosa
Uma força da própria natureza
Deixei minha paixão me tomar por inteira
Agora vejo,
Este foi o meu maior erro
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Prece
Faço preces à tempestade para que nunca vá embora. Ajoelhada sobre as lágrimas enquanto o desespero me toma. As nuvens pairam negras, o vento bate contra a porta, os raios percorrem todo céu feito rachaduras luminosas e a chuva chega calma e fria, premissa de que durará por horas...
Me levanto nua e sedenta enquanto vou para o lado de fora, sinto na pele o frio e a força de cada gota feito navalha furiosa.
Dê vida a minhas magoas e transforme em poesia - gloriosa!
Sinto meu corpo inebriar enquanto o vento sopra. Minha mente em revoada junta-se a tempestade revolta. E quando a tempestade terminar voltarei para casa absorta. E dentro em breve ajoelharei novamente à suplicar por outra...
ASFIXIA
As lágrimas, as páginas, a nostalgia
O vazio, o passado, a asfixia
A solidão, a ausência,
a covardia
Os cortes, a
morte, a sina
Amarga Amarga
...........................................................................Amarga
Amarga Amarga
Quem está esperando
por sinais?
Quem está sedento
por paz?
Quem está
suplicando por mais?
Eu estou suplicando por...
AMOR,
Continuo me ferindo
na alma
AMOR,
Continuo
te reprimindo
Carma
A bebida que
entorpecia
A fumaça que
produzia
E
toda a forma de euforia
Aos
poucos me
ASFIXIA!
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Cinzas
O passado me acompanha como um velho amigo, pendurado em minhas costas apontando para um único caminho. E eu só posso continuar, apenas continuar... e acenar para os fantasmas que chegam para me assombrar...
Todos meus demônios arranham minhas pernas, enquanto cantarolam sobre dor e pena. Gosto de me esconder nas profundezas das sombras, um oceano vazio sem maré ou ondas...
Sou um tolo cego e amaldiçoado, sem forças o bastante para abandonar o passado e eu só posso continuar, apenas continuar... enquanto a esperança se afoga em lágrimas.
Mas esta noite não irei mais sufocar, cavarei uma cova rasa para enterrar minhas angústias. Gosto de observa-las debatendo em agonia, implorando por mais fúria e melancolia.
E se eu tivesse um coração a cor seria cinza, da mesma cor que se tornou minha nostálgica alegria. Gosto do sofrer frio e silencioso, que cala a alma e não tem nenhum gosto.
É difícil caminhar com o passado preso as suas costas, enquanto suas pernas foram arrancadas por seus próprios demônios. É como se todos os suspiros fossem o último e toda a luz fosse apenas um lampejo borrado no escuro.
E sou um tolo por acreditar e seria um tolo se não acreditasse. Tenho sonhos empoeirados guardados a sete chaves. Não estou pronto para desistir mas posso me entregar, quem sabe? É como ter os pulsos cortados gotejando liberdade...
E foi olhando para o espelho que encontrei um monstro em mim. Olhando para o espelho o monstro me sorri. E continuarei me perguntado o que diabos fiz para merecer este maldito fim.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Mar de Ferro
Meus olhos gritam em agonia
Minha boca se cala por desgosto
Meus dedos dançam com nostalgia
Em volta do meu pescoço
Meu sangue canta euforia
Meu ar preenche pouco espaço
Nos meus pulmões que antes ardia
Agora habita este asco
Eu sou aquele que renega a luz
Aquele que abnega a coroa
Sou serpente astuta que seduz
Sou rouxinol sem rumo - voa
Sou perpétuo em meu finito
Minhas palavras sabem dançar
Eu levo ao meu lado mil conflitos
Na direção das ondas, além do mar
E no meu rosto não há sorriso
Apenas o impeto de afundar
E você sussurra em meus ouvidos
- Para sempre...
Sem parar!
Quer enfrentar meus monstros - sem juízo
E pelo oceano me carregar
Mas eu sou tão pesado,
Tão pesado para nadar...
E eu sou tão pesado,
Tão pesado para os seus braços...
E o vento continua soprando
Na direção das ondas...
Juízo final
Não, eu não me prosto diante de um Deus que não existe
Mas caso o contrário ocorresse e um Deus realmente existisse
Eu o sufocaria até todos os seus infinitos pecados serem apagados
E condena-lo-ia a este maldito paraíso utópico
Fadado a uma eternidade num lugar onde é proibido o sadismo divino
Trancado na própria cela que construiu para os humanos
Vigiado por seus milhões de demônios e vítimas
Acompanhado apenas de seu ego e seu pranto
Prostrado implorando misericórdia ao homem
Enquanto a sua própria criação o ignora
Como o mesmo já fizera antes...
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Poço dos Desejos
Me encontre na beira do poço
Observando meu reflexo feito espelho
Me encontre na beira do poço
Observando minha imagem
em vários tons de cinza e negro
Me afogue com as próprias mãos
E junte muitas pedras
Até meus bolsos estarem cheios
Me afogue com suas próprias mãos
no poço dos mil desejos
Me mostre o paraíso ou o inferno
Da perspectiva mais dolorosa
Farei o pedido
Enquanto você lentamente me afoga...
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Me Leve de Volta Para as Estrelas
Venha comigo
Caçar borboletas
e descobrir a beleza
De voar
Vamos encontrar
Uma nova estrada
Sem direção ou placas
Para nos guiar
Me conte mais
Algum dos seus segredos
e deixe o sopro do vento
Guardar
Vamos correr em círculos
Perseguir estrelas
Sempre pela beira
Na areia do mar
Conte comigo
Não existe preço
Esqueça seus medos
Deixe o azar
Pergunte-me sobre
a ciência do progresso
Dos sentimentos complexos
De amar
Desenhe um mapa
Crie suas estradas
Me guie para casa
De volta as estrelas
Sopre um desejo
Nos meus ouvidos
Que talvez o cupido
Venha realizar
Antes de partir
Lembre-se daquele brilho
Da alma que carrego comigo
sábado, 10 de maio de 2014
Meu belo Frankenstein
Esqueléticos cinco dedos, feito aranha arranha meu peito. Sombrios olhos negros, feito sombra me assombra em segredo. Selvagens caninos pontiagudos, feito fera dilacera minha alma inteira. Lodosos cabelos escuros, feito galhos de carvalhos em sua cabeça. Taciturno, capa em revoada, feito bandeira negra oculta e obscura . Mas o que realmente me devora são suas palavras, hipnóticas e cheias de um vazio sem beira nem fundo... Ecoando minha submissão poética! Tornando visível minha paixão patética...
Recomeço
Não quero perde-lo, não quero perder!
Eu nunca soube, nem saberei!
Minha carne é fraca, meu sangue vermelho
Cravei uma estaca no meu próprio peito...
Não queria detê-lo, foi o que pensei!
Eu não imaginava, nem planejei
As minhas lágrimas ainda escorrem
Suas palavras ainda me consomem
Só quis ama-lo e mais ninguém...
Você dizia que nunca o amei
Mas eu nunca sangrei por outro homem...
E meus olhos gritam
Vazios e sem emoção
"A luz no fim do túnel, é morte, é morte!A luz no fim do túnel, é sorte, é sorte..."
Passo à passo
Quando a terra se formou era apenas lava e trovões enquanto a vida ebulia dos oceanos aos milhões, aos milhões... Os répteis dominaram a pangeia por eras a fio então os mamíferos eclodiram e reinaram após o fim, após o frio! Então evoluiu o homem em pequenas comunidades, no início tinham medo das bestas feras e das tempestades. O tempo passava rápido e o homem se desenvolvia, eles agora criavam crenças e tinham medo de monstros, serpentes marinhas. As igrejas se instalaram nas grandes cidades e vilas, o medo vinha agora dos mil pecados e atrocidades divinas... A filosofia, a política e a ciência hoje são a base dos nossos povos nos tornando os mais evoluídos das espécies, os mais sábios e plenos, mas hoje o medo nos espreita de outras formas - eleições, policiais, direitos, balas de borracha e gás lacrimogêneo!
Decifra-me ou Devoro-te!
Decifra-me ou devoro-te, eu os desafiei, estou a espera de um homem que tenha força para suportar tudo o que sou, o que fui, o que sei.
Decifra-me ou devoro-te, eu os desafiarei!
Muitos tentam, poucos conseguem e esses poucos pasmam-se e fogem, pois existem coisas que devem se manter nas sombras da ignorância ou elas o consomem!
Existem pessoas que não devem ser despidas de seus mistérios, pois os medos e lembranças podem ser fortes o bastante para destruir os sonhos daquele que os desvenda, tornando-os cegos - céticos.
Decifra-me ou devoro-te, eu os desafiei, estou a espera deste homem, para torna-lo meu amante, meu amado e Rei!
E para todos os outros, próximos condenados, um por um, parte por parte, eu ei de devora-los, assim como todos os outros devorei.
Aliança
Mentirosos
Línguas de trapo
Meticulosos
Arquitetos baratos
Grunhindo aos outros
Sua ignorância
Palavras de azar
Fúria
Ânsia
Pulmões
Inflados de ódio
Asas abertas e negras
Carniceiros e insólitos
Cuspindo suas pragas
Asneiras
E nós entoaremos
Em cântico
"Nós lutaremos pela verdade
E pela verdade morreremos
Nossa bandeira tem milhões de faces
Pretos, brancos, amarelos e vermelhos"
Suas asas irão queimar
Seu governo irá afundar
E quando se levantarem
Verão no céu o arco-íris!
Laje
Onde havia constelação, hoje há teto.
Onde havia estrelas, hoje há concreto.
Espero esperançoso pela queda de uma estrela cadente,
e que quebre este telhado que me separa deste céu
que é um manto negro encrustado de diamantes!
Marchinha de Quarta-feira de Cinzas
O amor...
Quando passa, passa cheio
Cheio de gingado, de requebrado
De promessas
De desejos
Passa cheio de narcisos
Coração pulsa em festa
Bloco de declarações
Passageiro
Folião as avessas!
O amor...
Quando vai embora, embora cheio
Deixa um vazio infestado de frestas
Carnaval de incertezas
Samba-enredo de histéricas
Quarta-feira de cinzas
E lembranças incompletas
Os olhos - Vinícius Alves Matias
A cor da aura
Os olhos mentem
Os olhos mentem
O humor da alma
Os olhos mentem
dia e noite
Os olhos mentem
Mentem...
Mentem, os olhos mentem...
Os olhos mentem
Toda a cor que deveras sente
Os olhos mentem
Toda a dor
Da aguardente
Os olhos mentem
A cor do dia
O sol poente
Os olhos mentem...
Mentem... mentem... mentem...
Os olhos mentem
A dor da noite
O amor da gente
Os olhos verdes...
Desmemórias Desencontradas
Fragmentado
Idéias
Desnorteio
Pensamento
In(completo)
Anseio
Descontento
Desatento
Conflitante
Impassível
Distração
E meu vazio
Disto,
continua cheio
O que faço com as saudades?
Ontem eu fiz promessas.
Já hoje,
Hoje eu fiz café
Com sabor de nostalgia e aroma de despedida...
Amanhã acho que farei lembranças,
Fazer esquecer é amargo demais...
Bilhete:
Bom dia,
Irei me perder por alguns dias...
E quando retornar, após eu ter me achado
já não estarei mais tão perdido
E ainda tão pouco reconhecível
Que talvez você se perca ao me reencontrar
Tenha um ótimo feriado!
No Fim o Recomeço
Não importa quantas vezes você desapareça
Um rastro de lágrimas que rega as mágoas do coração
Você realmente me quer vivo
Você ainda irá sorrir displicentemente enquanto me torturar?
Você ainda crê veemente que no final tudo irá acabar?
ou diga que deseja desaparecer.
Não importa quantas vezes você tente fingir não conseguir me ver.
Não importa, nunca importou,
nunca me importei, nem me importarei.
Onde eu estou? Onde isso me levou?
Eu ainda não sei.
Diga-me o que você matou para tentar nos salvar deste inferno?
Você sabe o que sufocou para provar que estava certo?
Corações quebrados, amantes abandonados e solidão
ou morto para apontar minhas falhas?
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Tipologia
Eu sou do tipo que chega na hora
Eu sou do tipo que não vai embora
Eu sou do tipo que tem mil amigos
Eu sou do tipo que quer estar contigo
Eu sou do tipo que se irrita fácil
Eu sou do tipo que tem sorriso fácil
Eu sou do tipo que organiza o espaço
Eu sou do tipo que empresta livros
Eu sou do tipo que tem segredos escondidos
Eu sou do tipo que sonha acordado
Eu sou do tipo que sofre calado
Eu sou do tipo que passa o tempo em livrarias
Eu sou do tipo sem rumo, que caminha
Eu sou do tipo curto e grosso
Eu sou do tipo que tem bom gosto
Eu sou do tipo que conta estrelas
Eu sou do tipo que encontra a beleza
Eu sou do tipo que acordo tarde
Eu sou do tipo que faço parte
Eu sou do tipo que não segue as regras
Eu sou do tipo que não segura as rédeas
Eu sou do tipo que não tem classificação
Eu sou do tipo louco que caminha numa estrada de incertezas
Caçando vaga-lumes, escaravelhos e borboletas
Que ainda tenta entender a sua própria condição...
Eu sou do tipo que é sem se preocupar em ser
Eu sou do tipo que anseia pelo amanhecer
Eu sou do tipo que clama pela escuridão
Eu sou do tipo que ama mesmo que seja em vão...
quinta-feira, 13 de março de 2014
[Des]contento
Me fragmento
Me despedaço
Me transtorno
Em colapso
Sou energia
Carga elétrica
Sou força bruta
Controversa
Me descontento
Com o compasso
Me entedio
Muito fácil
Sonho acordado
Agonizante
Desesperado
A todo instante
E eu quero agora!
Eu quero, oras...
Quero perder o controle,
E eu quero tanto
Que nem sei o quanto
Poderia valer o jogo
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