segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Vitória
Me observe despencar
Pule e tente me salvar
Me ignore se puder
Me provoque
O que quiser
Tente não me desejar
Eu quero afundar
E ouvir ecoar meus gritos
Não me analise
Cataclismo em queda livre
Sorria e tente me deter
Chore e lembre-se
Eu quero afundar
E ouvir ecoar meus gritos
Eu quero chegar no fundo do precipício
EU QUERO AFUNDAR
EU QUERO
EU
...
desisto.
Promiscuidade desmistificada
Eu sou promíscuo porque sou viado,
sou promíscuo porque dou o rabo,
eu sou promíscuo porque sou sadomasoquista,
sou promiscuo porque isso me excita,
eu sou promiscua porque sou ninfomaníaca,
sou promíscua porque me chamam de galinha,
eu sou promíscuo porque gosto de suruba,
sou promíscuo porque saio com prostitutas,
eu sou promíscuo porque gosto de uns tapas,
sou promíscuo porque gosto de safadas,
eu sou promíscuo porque transo com bonecas,
sou promíscuo porque de primeira abro as pernas,
eu sou promíscua porque uso vibrador,
sou promiscua porque nao gosto de fazer amor,
eu sou promíscua porque compro camisinhas,
sou promíscua porque ao mesmo tempo compro pílula,
eu sou promíscuo porque gosto de fetiches,
sou promíscuo porque comi minha porra num sanduíche,
eu sou promíscuo porque gosto de transar em local público,
eu sou promíscuo porque gosto de sexo sujo,
eu sou promíscuo porque sou bissexual,
sou promíscuo porque gosto de buceta e pau,
eu sou promíscuo porque gosto de chocolate,
sou promíscuo porque gosto naquela parte,
sou promíscuo porque gosto de homem de calcinha,
sou promíscuo porque uso roupa de oncinha,
Sou promíscua porque trepo com minha prima,
sou promíscua porque sou da família,
eu sou promíscua porque me masturbo,
sou promíscua para todo o mundo.
eu sou promíscuo porque trepo por dinheiro,
sou promíscuo o dia inteiro,
eu sou promíscuo porque saio com travestis,
sou promíscuo porque gosto e não estou nem aí,
eu sou promíscuo porque gosto de ménage,
de sacanagem, de viadagem...
sou promíscuo porque assim decidiu esta maldita sociedade.
Se ser promíscuo é viver a sua própria normalidade
Eu sou promíscuo porque trepo com a razão
e faço amor com a Liberdade
![]() |
| (Foto de Claudia Rogge, EverAfter Paradise IV) |
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Claustrofobia
Observando minhas meias,
Tento me lembrar de esquecer,
Me levanto sobre as mesmas,
Querem me levar até você.
De frente para a porta,
Maçaneta pronta para abrir.
Na rua, pelas calçadas.
Eu vejo as cores colorir.
As curvas seguem tortas,
Sombras a se despedir.
Caminhando devagar,
Vejo o vazio que me reflete...
Quando não se consegue mais desvencilhar ou evitar
Do teu corpo, dos teus braços, tudo de pernas para o ar.
Talvez eu esteja apenas ilusionando cenas
Só pra não aceitar a solidão
Mas já estou aqui fora
E se eu não te encontrar agora?
Eu espero...
Me levanto sobre as mesmas,
Querem me levar até você.
De frente para a porta,
Maçaneta pronta para abrir.
Na rua, pelas calçadas.
Eu vejo as cores colorir.
As curvas seguem tortas,
Sombras a se despedir.
Caminhando devagar,
Vejo o vazio que me reflete...
Quando não se consegue mais desvencilhar ou evitar
Do teu corpo, dos teus braços, tudo de pernas para o ar.
Talvez eu esteja apenas ilusionando cenas
Só pra não aceitar a solidão
Mas já estou aqui fora
E se eu não te encontrar agora?
Eu espero...
Amizade
Obrigado por ficar aqui
tive medo de ver você partir
demorei tanto para te encontrar
Seu sorriso me desconcerta
e eu tenho tanto para te falar
mas as palavras pouco podem significar
E eu ficarei perdido em nossas poesias
felicidade como há muito não sentia
Por favor não vá ainda
quero te mostrar o meu amor
juntos dançaremos sobre pedras
observaremos por mil janelas
E nós pintaremos todas as estrelas
feito as flores que plantamos na primavera
E criaremos um milhão de asas!
Fecho os olhos e estamos voando
tocando nossa própria alma
Mas se eu cair ou despencar,
Eu sei, você abrirá
um milhão de asas para me salvar
Reincidente: o tempo que se repete
O tempo passa...
passa...
e no fim
o passado continua passando
mas algumas coisas ficam,
são passadas mas ficam
arraigadas n'alma
feito uma eterna reprise
de um belo filme com final duvidoso
que seria melhor esquecer,
Deixar e viver...
mas continua passando,
de novo e de novo...
passa...
e no fim
o passado continua passando
mas algumas coisas ficam,
são passadas mas ficam
arraigadas n'alma
feito uma eterna reprise
de um belo filme com final duvidoso
que seria melhor esquecer,
Deixar e viver...
mas continua passando,
de novo e de novo...
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Anóia
Ainda pergunta-te
Quem sussurra em tua mente?
Tolo! Carcaça! Homem "prudente"!
Sou eu quem sussurra!
A essência da tua loucura,
sou aquele momento de realidade turva,
sou a causa da tua euforia - surta!
Acompanho-te a cada dia,
cada noite, cada instante.
Tu não podes me apedrejar
e me deixar para sangrar
querido Dante.
Estarei cada vez mais próximo
a cada passo teu adiante.
Verás que não sou amigo,
sou amante!
Arraigado em teus sonhos e desejos,
acordado ou adormecido,
jamais lhe negarei um beijo.
Ama-me feito divindade,
desfrute de minha insanidade.
Deleite-se, enlouqueça-te, inebrie tua psique!
Violente a tua racionalidade,
transforma-me numa musa,
recria-me feito arte.
Me toque sem pudor,
me corte, me reconstrua,
faça-o com ódio ou com amor.
Mas faça!
Me possua!
Qualquer cova profunda
para mim ainda será rasa,
posso cegá-lo, distorcê-lo
ou até mesmo dar-te asas!
Não me subestimes,
sou eu o caçador e tu és carcaça!
Se me enjaulares
tornar-me-ei em teus demônios,
se me libertas
serei teu sonho,
aquele que nunca acaba...
Profano,
maldito,
sacro,
anjo,
praga!
Chama-me como quiseres,
finja que me manipula,
mas és tu a marionete
E meu veneno tua cura.
Eu sou perpétuo,
Minha imagem é teu reflexo!
Não me há fim, não me há mundo,
tua mente é meu lar
até teus olhos vidrarem escuros,
até teu corpo inerte não provocar mais sussurros,
até teu sangue enregelado enegrescer coagulado,
Até tua alma desaparecer
junto aos teus líquidos e fluídos
Aí verás o quão sublime,
o quão acolhedor
foi meu abraço em teu torpor!
E entenderás que de tão belo
Causo deslumbre afora o espanto
Além do prazer,
que muitos negam,
que proporciono a qualquer humano!
Tolos orgulhosos
renegam meu trono...
Meros cadáveres verminosos
putrefando sem sonhos!
Então tu
degusta-me por inteiro
faça fama em meu seio,
dê-me vida - devaneio,
torna-me teu ornamento...
Juntemo-nos em tua mente
Criemos imagens e insensatos versos...
Até que passe ao contrário o tempo
e os homens descubram nos céus o próprio inferno.
Quem sussurra em tua mente?
Tolo! Carcaça! Homem "prudente"!
Sou eu quem sussurra!
A essência da tua loucura,
sou aquele momento de realidade turva,
sou a causa da tua euforia - surta!
Acompanho-te a cada dia,
cada noite, cada instante.
Tu não podes me apedrejar
e me deixar para sangrar
querido Dante.
Estarei cada vez mais próximo
a cada passo teu adiante.
Verás que não sou amigo,
sou amante!
Arraigado em teus sonhos e desejos,
acordado ou adormecido,
jamais lhe negarei um beijo.
Ama-me feito divindade,
desfrute de minha insanidade.
Deleite-se, enlouqueça-te, inebrie tua psique!
Violente a tua racionalidade,
transforma-me numa musa,
recria-me feito arte.
Me toque sem pudor,
me corte, me reconstrua,
faça-o com ódio ou com amor.
Mas faça!
Me possua!
Qualquer cova profunda
para mim ainda será rasa,
posso cegá-lo, distorcê-lo
ou até mesmo dar-te asas!
Não me subestimes,
sou eu o caçador e tu és carcaça!
Se me enjaulares
tornar-me-ei em teus demônios,
se me libertas
serei teu sonho,
aquele que nunca acaba...
Profano,
maldito,
sacro,
anjo,
praga!
Chama-me como quiseres,
finja que me manipula,
mas és tu a marionete
E meu veneno tua cura.
Eu sou perpétuo,
Minha imagem é teu reflexo!
Não me há fim, não me há mundo,
tua mente é meu lar
até teus olhos vidrarem escuros,
até teu corpo inerte não provocar mais sussurros,
até teu sangue enregelado enegrescer coagulado,
Até tua alma desaparecer
junto aos teus líquidos e fluídos
Aí verás o quão sublime,
o quão acolhedor
foi meu abraço em teu torpor!
E entenderás que de tão belo
Causo deslumbre afora o espanto
Além do prazer,
que muitos negam,
que proporciono a qualquer humano!
Tolos orgulhosos
renegam meu trono...
Meros cadáveres verminosos
putrefando sem sonhos!
Então tu
degusta-me por inteiro
faça fama em meu seio,
dê-me vida - devaneio,
torna-me teu ornamento...
Juntemo-nos em tua mente
Criemos imagens e insensatos versos...
Até que passe ao contrário o tempo
e os homens descubram nos céus o próprio inferno.
![]() |
| Cena do Filme Melancolia de Lars Von Trier. |
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Monólogo
AMOR... AMor... amor...
já foi um grito, um berro, um rugido
Hoje é apenas um eco...
as vezes alto,
as vezes abafado
ressoando até silenciar
Enquanto outras coisas começam a inflar...
gradativamente...
Um vazio no peito,
algumas lembranças espalhadas
banhadas de algumas lágrimas...
lágrimas... o sentimento destas é confuso,
Uma mistura de raiva, desejo, saudade,
vontade, nostalgia e orgulho...
Menos tristeza, talvez um pouco de solidão,
Tristeza não...
O vazio é cheio destas coisas
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
OROBOROS
Queima, queima, queima
Arde em brasa, chama viva
Labaredas, línguas de fogo
A lamber minhas pernas
Incinera, carboniza, consome
Aquece a fogueira que crepita
Nesse farfalhar sonoro.
Derreta a carne, descole os ossos
Transforme em pó os meus destroços
Sufoque-me, asfixie
Tire-me o ar para que eu não respire!
Intoxique-me, alimente-se
do meu corpo em chama ardente.
E no fim após saciar-se,
Pira apagada, poeira espalhada.
Então eis que sinto o que já não sentia
Assim como a fênix
Das cinzas eu renascia!Senhorita Funesta
Posso sentir suas súplicas,
Posso ouvi-la murmurar,
Num réquiem de mariposas
Voando em círculos pelo ar
Posso sentir nas brumas
Seu hálito cálido congelar
Seu cabelo cor de púrpura
Cobre meu quarto de sombras
Posso ver seus olhos estrelares
Brilhando fosco no céu
crepuscular
Seus lábios beijão minha face
Junto à brisa que vem do mar
Posso sentir sua aura
Pele branca e fria – Angélica
Em meio às rosas, inanimada
Inerte fotografia sob o luar
Eu a quero quente, viva
Posso apenas desejar...
Oh! Bela jovem egoísta
Deixou-me só para morrer sem par
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