sexta-feira, 5 de julho de 2013

in sanidade



Cruzei minhas mãos
E me entreguei por nada
Inventei soluções
Para sair da minha casa

De repente ele pede
E o que ele sente é desejo
E então percebo
Não passou de um beijo

Caio sem direção
E sinto a dor pelos ossos
Vivendo absorto
Por atos desastrosos

A cada dia que passa
Quero fechar meus olhos
Me vestir de Loucura
Dançar nu pela rua

E só posso ver
Que estou mais profundo
Perdido no submundo
Labirinto de insanidades

Pedras preciosas
Um oceano de esmeraldas
Um brisa de canções
Brincando com nuvens cor de rosa

O preço que paguei
O destino que escolhi
Fez-me abrir os malditos olhos
Estou cercado de demônios

Fugindo da minha cela
Fingindo tudo estar bem
Estou caindo bem rápido
Porque queria asas maiores

E tudo teve início
E tudo terá um fim
Isso faz parte de mim
Faz parte de mim

Então acordo de um sonho
E tropeço em pesadelos
Não vejo casas nos montes
E meu cigarro esta aceso

Eu só quero acordar
E voltar a dormir
Meus pés congelaram
O vento não para de rir

A grama ainda cresce
E seu vestido apodrece
Você apenas me deixou
Um olhar suicida... e acolhedor

Então grito
Não há som que emito
Apenas palavras surdas ao vento
Dizendo quase nada...

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