segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Incônscio



Por trás dos nossos olhos
Cristais reluzem, brilham
Multicoloridos feito sonhos
Pulsam sonoros, vivos
Crescendo estalactites pontiagudas
Descem como corais esponjosos
Cintilantes ainda que no escuro
Feito musgo escorrem por nossos ossos
São silenciosamente polifônicos
Monocromaticamente coloridos
São como anêmonas bailarinas
Dançando ao som de golfinhos
Eclodem em pequenas explosões
Erupções de lava incandescente
Criando cavernas e tremores
Alimentando a vida em nossas mentes
Arrastam-se metálicas por rachaduras
São fios dourados esparramados como veios
Coração cravejado de rubis e diamantes
Sobe pela garganta com gosto de ferro seco
Transparente, luminescente
Espelhado, reflexo convincente
Estilhaços espalhados pelos pulmões
Sob centenas de milhares de vulcões
Cercados de cardumes de estrelas
Submersas, constelações inteiras
Cristalizam nas línguas e lábios
Novas idéias, novos significados
E devagar surgem pequenas raízes
Amadeiradas, tem cheiro de sonhos, de lírios
Semeados por toda a nossa mente
Brotam cristais multicoloridos
Pontiagudas agora são estalagmites
Iluminando sonhos já esquecidos
É uma partícula inorgânica
Como uma pérola no oceano
Um grão de ouro na areia
Perdido por engano
É uma partícula tão pequena
Perdida no oceano
É uma partícula virulenta

Que alimenta o insano

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