segunda-feira, 9 de junho de 2014

Prece


   Faço preces à tempestade para que nunca vá embora. Ajoelhada sobre as lágrimas enquanto o desespero me toma. As nuvens pairam negras, o vento bate contra a porta, os raios percorrem todo céu feito rachaduras luminosas e a chuva chega calma e fria, premissa de que durará por horas... 
   Me levanto nua e sedenta enquanto vou para o lado de fora, sinto na pele o frio e a força de cada gota feito navalha furiosa.
   Dê vida a minhas magoas e transforme em poesia - gloriosa!
Sinto meu corpo inebriar enquanto o vento sopra. Minha mente em revoada junta-se a tempestade revolta. E quando a tempestade terminar voltarei para casa absorta. E dentro em breve ajoelharei novamente à suplicar por outra...



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