quarta-feira, 10 de abril de 2013
Profano
Tu és meu carma
O néctar doce da flor amarga
A bala veloz que abandona a arma
Tiro certeiro, cheio de modéstia calma
Tu és minha sina
Causa-me efeitos da cocaína
Teu cheiro, teu gosto, tua língua
Beija-me e consome e alucina
Tu és meu destino
Degusto-te a essência feito nobre vinho
Tua voz é musica nos meus ouvidos
Teus dedos inebriam meus sentidos
Tu és meu sonho
Ainda acordado, quando perco meu sono
Sentado, soberano em teu trono
Levanta teu cetro, proclama-se meu dono
Tu és minha anoesia
Persigo-te junto aos outros - sozinho
Vislumbro-te feito amante em poesia
Minha vida sem ti é vazia
Tu és meu medo
Arraigado bem fundo no peito
Tu violentou meus segredos
E também despertou meus desejos
Tu és meu drama
Quando se vai, deixa um vazio em minha cama
Quando retorna, tua presença transborda, derrama
Amaldiçoo-te homem de vida cigana!
Tu és meu pecado
Teu suor tem sabor adocicado
Teu fogo me incendeia - Diabo
Meu corpo implora teus lábios
Tu és minha culpa
Desejo profano, animalesca volúpia
Tirou meu folego, minha paz, minha roupa
Tornou-me teu cervo, teu párea, tua puta
Perdoai-me, Vênus
Perdoai-me, oh! Perdoai-me
Pois sou humano,
Feito de carne...
Ou aqueça o desejo tão forte
Que meu corpo prefira a morte
Do que este terrível delírio
Paixão,
Sentimento desprezível.
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