segunda-feira, 22 de abril de 2013

[R]evolução



O olho que chora
Com brilho fosco
A boca que grita
Arrepia até o osso
O dedo inquisidor
Que aponta para o outro
Um grito abafado,
Um sopro
Um desejo de morte perigoso
A aguda raiva inescrupulosa
Brota e cresce enquanto corta
Rangendo os dentes
Cegando a mente
Com o mais puro
Maldito ódio
O pensamento,
Expelido pela garganta
E escarra grunhidos de intolerância
A santa guerra, a cor, a raça...
Neste mundo
O diferente se tornou caça!
O sangue que corre fervente
Incinera o corpo, a alma, a mente
Regorgitando aos berros, insano.
A essência do que é ser humano!
Então ouço-os rugindo:
- Para o inferno todo o homem!
- Para o inferno todo o homem!
Inferno é este
Em que vivemos
Em meio ao rancor, ao ódio -  pesadelo!
Deixados todos a própria sorte,
Entre os lobos
Em pele de cordeiro.

Mas o sol ainda brilha alto e leitoso
O vento sussurra silencioso
Os dia se arrastam - preguiçoso
Enquanto o homem evolui asqueroso

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