segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cerimonial


Em meio à escuridão
Acorrentado,
Preso
Encontrei
Um milhão de cópias
Diferentes chaves,
Nenhuma porta
Enfim.
Segredos violados
Segredos macabros
Suas mãos
Ofereceram
Seus medonhos
Cinco dedos
Aranha esquelética
Na minha direção
Sinto o cheiro
Carnificina
Olhos amarelos
Ave de rapina
Isto não parece poesia
Não parece poesia
Doença
Mortal,
Não há cura
Pesadelo,
Por favor, me acorde
Não quero mais
Hibernar,
Na realidade
Sintir o frio,
Estar sozinha
Cospem na face,
Na minha
Isto não parece poesia
Não parece poesia
E eu não posso...
Não posso,
Nunca poderei...
Acordar,
Da vida real,
Da dualidade
Neste momento,
Desejo ter-me todo
Por inteiro
Você me fez querer sofrer pela ultima vez

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