Ainda pergunta-te
Quem sussurra em tua mente?
Tolo! Carcaça! Homem "prudente"!
Sou eu quem sussurra!
A essência da tua loucura,
sou aquele momento de realidade turva,
sou a causa da tua euforia - surta!
Acompanho-te a cada dia,
cada noite, cada instante.
Tu não podes me apedrejar
e me deixar para sangrar
querido Dante.
Estarei cada vez mais próximo
a cada passo teu adiante.
Verás que não sou amigo,
sou amante!
Arraigado em teus sonhos e desejos,
acordado ou adormecido,
jamais lhe negarei um beijo.
Ama-me feito divindade,
desfrute de minha insanidade.
Deleite-se, enlouqueça-te, inebrie tua psique!
Violente a tua racionalidade,
transforma-me numa musa,
recria-me feito arte.
Me toque sem pudor,
me corte, me reconstrua,
faça-o com ódio ou com amor.
Mas faça!
Me possua!
Qualquer cova profunda
para mim ainda será rasa,
posso cegá-lo, distorcê-lo
ou até mesmo dar-te asas!
Não me subestimes,
sou eu o caçador e tu és carcaça!
Se me enjaulares
tornar-me-ei em teus demônios,
se me libertas
serei teu sonho,
aquele que nunca acaba...
Profano,
maldito,
sacro,
anjo,
praga!
Chama-me como quiseres,
finja que me manipula,
mas és tu a marionete
E meu veneno tua cura.
Eu sou perpétuo,
Minha imagem é teu reflexo!
Não me há fim, não me há mundo,
tua mente é meu lar
até teus olhos vidrarem escuros,
até teu corpo inerte não provocar mais sussurros,
até teu sangue enregelado enegrescer coagulado,
Até tua alma desaparecer
junto aos teus líquidos e fluídos
Aí verás o quão sublime,
o quão acolhedor
foi meu abraço em teu torpor!
E entenderás que de tão belo
Causo deslumbre afora o espanto
Além do prazer,
que muitos negam,
que proporciono a qualquer humano!
Tolos orgulhosos
renegam meu trono...
Meros cadáveres verminosos
putrefando sem sonhos!
Então tu
degusta-me por inteiro
faça fama em meu seio,
dê-me vida - devaneio,
torna-me teu ornamento...
Juntemo-nos em tua mente
Criemos imagens e insensatos versos...
Até que passe ao contrário o tempo
e os homens descubram nos céus o próprio inferno.
Quem sussurra em tua mente?
Tolo! Carcaça! Homem "prudente"!
Sou eu quem sussurra!
A essência da tua loucura,
sou aquele momento de realidade turva,
sou a causa da tua euforia - surta!
Acompanho-te a cada dia,
cada noite, cada instante.
Tu não podes me apedrejar
e me deixar para sangrar
querido Dante.
Estarei cada vez mais próximo
a cada passo teu adiante.
Verás que não sou amigo,
sou amante!
Arraigado em teus sonhos e desejos,
acordado ou adormecido,
jamais lhe negarei um beijo.
Ama-me feito divindade,
desfrute de minha insanidade.
Deleite-se, enlouqueça-te, inebrie tua psique!
Violente a tua racionalidade,
transforma-me numa musa,
recria-me feito arte.
Me toque sem pudor,
me corte, me reconstrua,
faça-o com ódio ou com amor.
Mas faça!
Me possua!
Qualquer cova profunda
para mim ainda será rasa,
posso cegá-lo, distorcê-lo
ou até mesmo dar-te asas!
Não me subestimes,
sou eu o caçador e tu és carcaça!
Se me enjaulares
tornar-me-ei em teus demônios,
se me libertas
serei teu sonho,
aquele que nunca acaba...
Profano,
maldito,
sacro,
anjo,
praga!
Chama-me como quiseres,
finja que me manipula,
mas és tu a marionete
E meu veneno tua cura.
Eu sou perpétuo,
Minha imagem é teu reflexo!
Não me há fim, não me há mundo,
tua mente é meu lar
até teus olhos vidrarem escuros,
até teu corpo inerte não provocar mais sussurros,
até teu sangue enregelado enegrescer coagulado,
Até tua alma desaparecer
junto aos teus líquidos e fluídos
Aí verás o quão sublime,
o quão acolhedor
foi meu abraço em teu torpor!
E entenderás que de tão belo
Causo deslumbre afora o espanto
Além do prazer,
que muitos negam,
que proporciono a qualquer humano!
Tolos orgulhosos
renegam meu trono...
Meros cadáveres verminosos
putrefando sem sonhos!
Então tu
degusta-me por inteiro
faça fama em meu seio,
dê-me vida - devaneio,
torna-me teu ornamento...
Juntemo-nos em tua mente
Criemos imagens e insensatos versos...
Até que passe ao contrário o tempo
e os homens descubram nos céus o próprio inferno.
![]() |
| Cena do Filme Melancolia de Lars Von Trier. |

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