segunda-feira, 11 de novembro de 2013

OROBOROS


Queima, queima, queima
Arde em brasa, chama viva
Labaredas, línguas de fogo
A lamber minhas pernas
Incinera, carboniza, consome
Aquece a fogueira que crepita
Nesse farfalhar sonoro.
Derreta a carne, descole os ossos
Transforme em pó os meus destroços
Sufoque-me, asfixie
Tire-me o ar para que eu não respire!
Intoxique-me, alimente-se
do meu corpo em chama ardente.
E no fim após saciar-se,
Pira apagada, poeira espalhada.
Então eis que sinto o que já não sentia
Assim como a fênix
Das cinzas eu renascia!


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