quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Crisálida de vidro


Assisto pasmo e de boca aberta
O espetáculo que vem da floresta
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar
Deixa-me dançar com os vaga-lumes”

Posso vê-los refletidos sobre o lago
Luz movendo-se com o vento
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar,
Deixa-me brilhar sem medo”

O vento canta enquanto sopra
Junto ao coral de folhas secas
“Deixa-me voar, deixa-me aproximar
Deixa-me cantar estas letras”

Observo absorto dentro de minha cela
A dança das luzes, o balé de pétalas
“Deixa-me eclodir, deixa-me partir
Deixa-me juntar aos vaga-lumes”


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