quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Retórica!


Ah, minha língua ferina
Afiada no fio da navalha
Feita de aço e calor da mente
Cortando deveras com suas palavras
O coração e alma de muitos valentes

Será vão dizer que sou eu o culpado
Por eu ter as armas que tu não tens
Se não lhe agrada pesado fardo
Não me crie caso, boato ou poréns
Tenho destreza e boa memória
Então cale-se agora para o seu bem

Outrora algum velho sábio já disse
O quão mentirosos são os poetas
Concordo em partes, o resto é tolice
Se o lirismo torna verdade em mentira
Sou tão mentiroso quanto um profeta!

E ao escrever estes versos livres
Senti-me diante de enfadonho diálogo
Contenha suas queixas, assuma suas crises
Antes que alguém (e este alguém não sou eu)
Acabe por lhe mandar "ir ao diabo"




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