sexta-feira, 1 de junho de 2012

Uivo


Pecados pendurados por todo meu corpo
Sonhos que terminam onde comecei
Lembranças cantadas adocicam o gosto
Daquele silencio que eu mesmo criei

Como se o destino fosse assim
O mundo em minhas costas, o peso
Uma trilha, um caminho sem fim
Cada vez mais fundo e preso...

Sinto em minha pele, em minhas mãos
Em meus ossos que se quebram.
Sinto que me fere, coração...
O motivo é um mistério

Não há paraiso neste inferno
Não há nada antes, não há nada além
Continuo uivando em desespero
Não há nada no caminho - algo, alguém...

Como o fantasma da existência
Nem morto, nem vivo
Como o fantasma da inocência
Nem morto, nem vivo
[...]
Sou fantasma, sou ausência
Morto vivo já não sou ninguém...

Nenhum comentário:

Postar um comentário