segunda-feira, 26 de maio de 2014

Juízo final



Não, eu não me prosto diante de um Deus que não existe

Mas caso o contrário ocorresse e um Deus realmente existisse
Eu o sufocaria até todos os seus infinitos pecados serem apagados
E condena-lo-ia a este maldito paraíso utópico
Fadado a uma eternidade num lugar onde é proibido o sadismo divino
Trancado na própria cela que construiu para os humanos
Vigiado por seus milhões de demônios e vítimas
Acompanhado apenas de seu ego e seu pranto
Prostrado implorando misericórdia ao homem
Enquanto a sua própria criação o ignora
Como o mesmo já fizera antes...

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