segunda-feira, 26 de maio de 2014
Mar de Ferro
Meus olhos gritam em agonia
Minha boca se cala por desgosto
Meus dedos dançam com nostalgia
Em volta do meu pescoço
Meu sangue canta euforia
Meu ar preenche pouco espaço
Nos meus pulmões que antes ardia
Agora habita este asco
Eu sou aquele que renega a luz
Aquele que abnega a coroa
Sou serpente astuta que seduz
Sou rouxinol sem rumo - voa
Sou perpétuo em meu finito
Minhas palavras sabem dançar
Eu levo ao meu lado mil conflitos
Na direção das ondas, além do mar
E no meu rosto não há sorriso
Apenas o impeto de afundar
E você sussurra em meus ouvidos
- Para sempre...
Sem parar!
Quer enfrentar meus monstros - sem juízo
E pelo oceano me carregar
Mas eu sou tão pesado,
Tão pesado para nadar...
E eu sou tão pesado,
Tão pesado para os seus braços...
E o vento continua soprando
Na direção das ondas...
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